sábado, 5 de setembro de 2009

Incrível nossa capacidade de mudar. Podemos ser quem quisermos. Cowboy, motorista, sorveteiro, astronauta, delegado. Podemos ser todos eles e muitos outros ao mesmo tempo. E no dia seguinte não lembrar de nada.
O molhado da boca
me convida para um
beijo intimo.
Longos cabelos e
azuis olhos me param.
Permitem os frios na barriga.


Muito bom poder sentir isso
de novo!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Esperei pela ligação.
Nunca chegava e eu continuava esperando.
Demorou tanto que quando chegou eu já sabia para o que era:
- Fá, você vai estar em casa hoje a noite?
Algum pedaço de mim dizia:
- Ela vai te convidar pra sair, dançar, rir, amar, tomar chuva, comer pão na chapa as 6 da manha...
Mas outro pedaço de mim foi quem acertou:
- Eu tava pensando em passar pra pegar o resto das minhas coisas.

Eu não estarei em casa esta noite.

Eu sou o resto do que sobrou das nossas coisas, tentando recuperar as minhas.
E desde o começo eu já sabia para o que ela telefonaria.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ruina

Pode ser que seja tranquilo;
pode ser que não.
Faz tempo que não a vejo.

Tudo fica mais fácil quando se fica longe.
Fico feliz em esquece-la.
Estar com ela 'e estar com escombros.

Escombros são piores que nada.
Fazem lembrar que ali houve edifício.
E que agora não há mais nada alem de lembrança e historia triste.

Escombros são saudades são escombros.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sigo

lembrando de você comigo,
imaginando uma ciranda ao redor de seu umbigo.

Sigo

tentando esquecer de ti
chorando num ombro amigo,
comendo um quilo de doce de

Figo.

Num envelope azul indigo.

Me, mi, comigo.
Te, ti, contigo.

Sigo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tipo um foguete...

milhões de dólares investidos
muito suor
tecnologia e trabalho
10... 9... 8... 7... 6...
5... 4... 3...
2...
1...
ZERO!

O foguete sobe. Aquela maravilhosa explosão de fogo se forma abaixo dele, prometendo ganhar o espaço. Mas, após subir alguns promissores metros, se esfarela na atmosfera como pão seco virando farinha de rosca.

Para onde foram os milhões de dólares investidos? E todo suor pingado todo esse tempo sobre os consoles e teclados e calculadoras e papeis e computadores? E o combustível? A vontade de ganhar a lua? O espaço? Para onde foram?

Somente o que se vê são milhões de pedacinhos de foguete. Material caríssimo desperdiçado, espalhado pelo chão. Vontade de de pegar os caquinhos e tentar aproveita-los para alguma coisa. Nem que seja pra reconstruir o foguete mesmo sabendo que nunca será o mesmo.

Não existe mais foguete.
Não existe mais lua.
Nem espaço.
10... 9... 8... 7... 6... 5...
4... 3... 2... 1...

ZERO!